segunda-feira, julho 13, 2009

Rockers go to college


Hoje, Dia do Rock, resolvi colocar uma matéria diferente.
Muitos pais acham que os ídolos dos seus filhos não passam de músicos vagabundos que só sabem tocar guitarras barulhentas. Um grande engano, pois existem muitos músicos e principalmente roqueiros com excelentes formações acadêmicas.
Começamos por Brian May. Ao mesmo tempo em que era o guitarrista do Queen, se formou em Física. Em 2007, May se tornou Doutor em Astrofísica e têm o Universo como um hobby inclusive já recebeu prêmios, títulos por serviços prestados e publicou livros ligados ao assunto, um deles sobre o Big-bang, e há quem diga que o cara já tem até uma estrela com o seu próprio nome.
Outra grande figura do Rock que também já foi à faculdade é Mick Jagger. Antes de se jogar de vez no Rolling Stones, Jagger estudou Economia na London School of Economics, abandonou o curso, mas como todo mundo sabe, hoje é ele quem controla os negócios do de uma das bandas mais rentáveis do mundo.
Parece que a área de biológicas atrai o pessoal do Punk/Hardcore. Milo Aukerman, vocalista do Descendents, deixou a banda de lado, foi para a faculdade e se tornou Doutor em Bioquímica, por esse motivo o primeiro disco do quarteto de Pop Punk se chama “Milo Goes to College”, o que explica também os hiatos da banda, pois, Aukerman se divide entre a banda e sua vida acadêmica.
Já Dexter Holland, vocalista e guitarrista do The Offspring, depois de ser o melhor aluno do colegial, formou-se em biologia e tem mestrado em biologia molecular. Com o sucesso do disco Smash, ficou difícil dividir o tempo entre os palcos e os laboratórios. O refrão de “Come Out And Play” (“You gotta keep 'em separated”) surgiu de tanto que Dexter ouviu do seu orientador que tinha que manter as moléculas separadas.
Além de escrever e ser a voz das letras politizadas do Bad Religion, Greg Graffin formado em Antropologia e Geologia e tem doutorado em Zoologia. E quando não está em tour com a banda, leciona Ciência da Vida na UCLA.
Não podemos esquecer é claro de Rivers Cuomo, vocalista e guitarrista do Weezer, foi outro que deixou a banda de lado por uns tempos para se dedicar aos estudos e foi para Havard estudar letras, o que fez o cara ficar com mais fama de nerd.
Em Terra Tupiniquins, também temos muitos roqueiros com formações acadêmicas.
Outro que se divide entre os livros e os palcos é Mao, vocalista da banda Garotos Podres. Doutor em História, teve sua tese de doutorado lançada em livro, “A Revolução Cubana e a Questão Nacional”. O cantor ainda é professor de História na Universidade Guarulhos (UNG) e também em cursinhos e escolas públicas.
Se uma dia resolvesse largar os vocais do Pato Fu, Fernanda Takai já teria uma outra profissão. Em 1993, a cantora se formou em Relações Públicas na Universidade Federal de Minas (UFMG). Mas com a sua carreira solo, dificilmente a area de comunicação será uma outra atividade.
Enquanto cursava Jornalismo na Pontifíca Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) do Rio de Janeiro, Marcelo Camelo começou a ter os seus primeiros contatos com o palco, formando algumas bandas antes de estourar com o Los Hermanos e virar o ícone dos jovens intelectuais brasileiros.
Antes de se tornar um dos nomes mais conhecidos do Metal nacional. Em 1994, Edu Falaschi teve que deixar sua primeira banda, Mitrium, para se dedicar a faculdade de Propaganda & Marketing, mas 4 anos depois voltou a música com a banda Venus e ficando mais conhecido ainda quando assumiu os vocais do Angra.
Outra que deixiu a banda para se dedicar aos estudo foi Ira Trevisan, ex-baixista do Cansei de Ser Sexy. Formada em Moda, chegando a trabalhar com Alexandre Herchcovitch antes do sexteto se tornar hype e internacional. Em 2008, resolveu deixar o CSS para fazer uma pós-graduação em Moda na França.
Bom, isso explica que existe muitos roqueiros que se dedicaram aos livrros além dos seus instrumentos, e também serve para muitos pensarem duas vezes antes de falar que todo musico é desocupado e preguiçoso.

Fontes: Wikipédia. Super Interessante Julho de 2008, Edição 254.

sábado, julho 04, 2009

Spider-Man...Spider-Man

Lembro no ano passado ler várias noticias de sites especializados em Histórias em Quadrinhos no EUA e ficar curioso com a história das mudanças drásticas que iriam acontecer na vida do Peter Parker.
Afinal, como assim, um dos casamentos mais esperados da história da Marvel vai acabar? Joe Quesada, editor chefe da revista, ficou louco?
Oito edições após a nova fase do Cabeça de Teia, eu começo a fazer as minhas avaliações sobre elas. E como fã, eu acho que todas elas foram ótimas para o andar da história. Acompanhei as histórias de Um Dia A Mais, e confesso que estava sendo bem chato ver Parker reclamando e choramingando da vida, fugindo da policia e até do Homem De Ferro. Estava parecendo um dramalhão mexicano, e realmente foi a melhor coisa o acordo com o Mefisto sobre o amor de Peter e Mary Jane e a vida da Tia May.
Já em Um Novo Dia, as histórias estão fluindo muito bem.
É ótimo ver o herói recomeçando a viver, procurando um jeito de sair da casa da Tia e voltar a viver no centro de Nova York, e o Homem Aranha fugindo da policia por não ser um herói registrado e por estar sendo acusado de uma serie de assassinatos. Outros fatos que afetam a vida de Peter, como o infarto de J.J. Jameson, a venda do Clarim Diário e o seu novo dono, o que gera várias cenas engraçadas. Uma nova heroína aparece, Loteria, e deixou muitos fãs com a pulga atrás da orelha, mas quem está bem informado, já deve saber qual é a identidade da moça.
E quanto a vilões, temos três que estão dando bastante trabalho para o nosso amigo da vizinhança.
O primeiro se chama Ameaça e está sempre envolvido com atentados relacionados aos candidatos a prefeito de Nova York, tem uma enorme semelhança com os Duendes (Verde e Macabro), porém nada mais da para saber dele. O segundo é um cara muito bem arrumado chamado Negativo, que parece procurar vingança com a Máfia. E por último temos o Monstro, um viciado que injeta vários tipos de experimentos do famoso Dr. Connors, e começa a sofrer mutações e coloca a culpa no Aranha. Bom, pelo jeito o pessoal da Marvel ainda continua com uma grande falta de originalidade nos nomes.
O interessante desse arco, é que ele não fica fixo em um vilão até que um deles tenha o seu fim, vão variando, juntando histórias e colocando outras paralelas, o que não deixa cansativo a leitura. Os roteiros também estão muito bem feitos, mostrando bastante o lado sarcástico, marca registrada do personagem. As artes também não deixam a desejar, estão muito bem feitos. Porém acredito que os traços de Chris Bachalo, que desenhou uma das histórias paralelas, combinariam melhor com as mudanças que já estão sendo feitas nessa nova fase.
Estou gostando muito dessa nova fase dos HQs de um dos principais heróis da Marvel, bastante ação e histórias que prendem bastante quem é fã do personagem com muitas surpresas, suspenses e bom humor, acima de tudo. O que faz até esquecer a presença da Mary Jane no cotidiano de Peter Parker.

sexta-feira, julho 03, 2009

Hey, Ho, Let's Go...


Muito tempo sem postar, estava sem ideia, então, resolvi contar a minha historia com o Ramones. Isso pode soar meio clichê e não ter nada haver com o blogger, porém quis escrever relatos da minha vida com a trilha sonora da banda.

Lembro-me de quando era bem pivete, meus tios ouvirem a banda, acho que a primeira música que consigo lembrar com clareza é Surfin Bird, com um cara com uma voz estranha que eu achava muito engraçada, e eu apenas com os meus 4 anos talvez.

Dois anos depois, a banda veio a terminar, e eu ainda estava no primário e nem conhecia o Rock.

O tempo passou, eu com 11 anos e na 5ª serie, um dia resolvi bolar aula levando um radio de pilha e rodar boa parte de Santos. Infelizmente, o dia foi legal para mim, mas não para os fãs de Ramones. Era 15 de Abril de 2001, e Joey Ramone havia morrido de linfoma. Ouvi bastantes músicas do quarteto Punk de Nova York. Lembro que as músicas apenas combinaram com o meu dia, mas não podia imaginar o quanto aquele cara alto e estranho ia ser importante para minha formação musical.

No ano seguinte, minha mãe convidou um amigo dela para me ensinar Inglês. Após alguns meses de aula, ele levou um disco para nós escutarmos durante a aula, Greatest Hits Live. Foi quando definitivamente o Ramones entrou para a minha vida. Um dos exercícios daquele dia foi cantar Pet Sematary e Spider-Man, para ver o quão rápido estava minha pronuncia. Enfim, aprendi inglês, traduzindo letras do Dee Dee, e por “culpa” dele, ainda hoje, mesmo após várias aulas, sempre falo e escrevo “I wanna...” invés do correto e polido “I Want...”. Infelizmente, em 5 de Junho daquele ano, Dee Dee morre por overdose.

Aposto que de tanto eu falar para o meu tio, nos meses seguintes, para arranjar qualquer coisa, até fita K7 servia, da banda para eu ouvir, ele me deu uma coletânea da banda, e assim sosseguei um pouco. Alguns meses depois, convenci minha mãe a comprar o Loco Live, várias camisas da banda, algumas delas estão até cinzas de tanto que eu uso, e já me renderam boas histórias. Mais alguns meses e juntei um dinheiro e consegui comprar também os últimos discos da banda quando houve uma promoção de CDs pela metade do preço no Extra.

Quando o Johhny morreu, 15 de Setembro de 2004, lembro que fui arrasado para a escola, com a camisa deles debaixo do uniforme. Um funkeiro idiota que eu detestava virou com um sorriso enorme e disse: Pó, ta sabendo que o guitarrista do Ramones morreu?

Devo ter me sentido igual aos fãs do Beatles quando John Lennon falou que o sonho tinha acabado. Era um ídolo a menos na minha lista dos que um dia queria conhecer.

Meu gosto por leitura e a curiosidade de saber como era o inicio da cena Punk, fui ler Mate-Me, Por Favor, e algumas semanas depois fui novamente à Martins Fontes e comprei o Coração Envenenado – A Minha Vida com os Ramones, a autobiografia do Dee Dee, e não esqueço a frase:

Enquanto existir um garoto revolta com uma guitarra, sempre existirá Punk Rock.

Nem precisa dizer da onde veio minha enorme vontade de ter banda.

Comecei a trabalhar, e comprei muitos CDs e DVDs, um dia resolvi comprar o Ramones Mania, e enquanto voltava para casa, percebi que no encarte tinha o autografo do CJ, ninguém no ônibus deve ter entendido a gargalhada que dei.

Quando ganhei meu baixo, a coisa que mais fiz foi aprender músicas do Ramones, era meu passatempo preferido junto com ouvir Descendents no verão de 2006/2007. Até hoje, fico feliz quando aprendo alguma música deles.

Ramones me ensinou bastante coisa, aprendi muito com eles, não só no conceito de música, mas as letras do Dee Dee foram muito importantes para mim, até hoje sempre tenho surpresas com elas. Ás vezes elas aparecem no momento, falando o que eu deveria fazer. Sem dúvida, uma das bandas que mais ouvi na minha vida, sempre me coloca para cima naqueles momentos mais tristes, ou me faz lembrar pessoas e passagens da minha vida.

Talvez se não fossem eles, muitas bandas que eu gosto de ouvir hoje em dia também não existiriam.

Tenho muito a agradecer ao Joey, Johnny, Dee Dee, Tommy, Marky, Richie e CJ, por mudarem minha vida.

Enfim, obrigado.

Gabba Gabba Hey... Adios Amigos!

Foto por Bob Gruen