segunda-feira, dezembro 21, 2009

#49 - Dez melhores músicas de 2009

Bom, final de ano. Este ano ouvi bastante coisa, e sendo assim resolvi fazer um Top 10 de músicas que ouvi esse ano, e que me marcaram, por serem boas ou interessantes, e vou comentar sobre elas.

To The Sheets - Broadway Calls
Bom, essa música, na minha opinião é a melhor do disco Good Views, Bad News. Mostra como realmente é o som desta banda, que também conheci este ano, além de ter uma das letras mais legais que já vi. Mistura perfeita do melhor de Green Day e Alkaline Trio.

Yes (I Do) - Eu Serei a Hiena
Esta é, talvez a música mais diferente do Eu Serei a Hiena, por isso me chamou atenção. Instrumentais muito bem trabalhados com a voz suave de Bluebell. Acho que nem tenho mais o que comentar, apenas recomendo que ouçam.

Lulu - Rancid
Meio escondida no Let The Dominoes Fall, gostei desta música pelo jeito que ela é tocada, alguns momentos agitados, outros calmos. Sempre me imagino voltando para casa no carro ouvindo essa música.

Your Petty Pretty Things - The Get Up Kids
A melhor banda de Emo está de volta, e em Outubro tocaram quatro músicas para o site Daytrotter, entre elas as inéditas Sharin' Stone e Your Petty Pretty Things. Pórem a última citada foi a melhor de todas, se os próximos lançamentos forem assim, muitos fãs irão ficar bem felizes.

Christian's Inferno - Green Day
Não foi muito difícil escolher a melhor música do 21st Century Breakdown. Christian's Inferno foi amor a primeira ouvida quando a banda colocou o disco em streaming no site. Alguma coisa nela me faz lembrar de Dead Kennedys. É minha preferida do disco junto com Horseshoes and Handgrenades.

Bigger Than Kiss - Teenage Bottlerocket
Escolher uma música do They Came From The Shadows não foi muito fácil. Mas Bigger Than Kiss ganhou pela letra, quem conhece um pouco que seja de Kiss irá captar as várias referências que aparece. O melhor de tudo é que não tiveram medo de falar que gostariam de ser maior que...o Kiss.

Mosáico Abstrato - Nando Reis
Tenho um carinho especial pelo Nando Reis, ele fez algumas das músicas que marcaram minha infância. Mas tirando a influência pessoal, uma das melhores letras do disco Drês, a mais rock'n'roll também. Outra música, que só ouvindo para entender.

O Tempo - Móveis Coloniais de Acaju
O disco C_mpl_te foi um dos melhores que saiu no Brasil. Serve para aqueles fãs do primeiro disco do Los Hermanos que ainda tinha letras despretensiosas, cheio de jogos de palavras. O Tempo é um bom exemplo, além de ter uma letra que deve agradar boa parte dos ouvintes. Na falta de Los Hermanos menos intelectual...Móveis Coloniais de Acaju.

The Fear - Lily Allen
Sim, eu curto bastante Lily Allen, não sou viciado, mas já teve uma época que se colocasse meu MP3 no random, poderia tocar Mineral, NOFX e Lily Allen. Desde Smile percebi que ela tinha uma mensagem para passar e quando li a letra de The Fear, vi que esta inglesinha não era só mais uma cantora pop. Fiquei bem dividido em qual escolher, mas me identifiquei com esta letra do que as outras, fala do medo diante do tão desejado sucesso e poder.

We Called it America - NOFX
Vou dizer que demorei para digerir The Coaster, gostaria que todas as letras fossem mais politizadas como foi We Called it America, ela abre o disco de uma forma bem legal, tem um ritmo que faz voltar para as origens do NOFX. Ela me fisgou tão bem que, depois, até aprendi a toca-la

Bom, são essas as músicas que eu mais curti esse ano, não necessariamente nessa ordem, foi meio difícil escolher, mas foi legal montar esta lista. Talvez eu ainda faça um top 5 de discos.

segunda-feira, dezembro 07, 2009

#48 - When I Was Young

Esses dias estava visitando o site do Skol Beats que sempre tem matérias interessantes e vi entre elas fotos do álbum de formatura de alguns figurões do rock. Então resolvi dividir com vocês meus comentários sobre alguns e as fotos de como eles eram no colegial e como estão atualmente.


Anthony Kiedis parece que passaram os anos e as drogas, mas continua com o mesmo rosto e o mesmo sorriso. Quando mais novo o vocalista do Red Hot Chili Peppers lembrava ainda mais Iggy Pop.

E já que falamos do avó do punk rock, aqui vai como era James Newell Osterberg, que mais tarde viria se chamar Iggy Pop. O que a droga não afetou Anthony Kiedis afetou o Iguana, que apesar de tudo está em muito boa forma, melhor que muitos outros rockeiros por ai. Quem foi no Planeta Terra desse ano deve concordar comigo.


Para alguns o tempo passa, e os cabelos cabelos vão embora. Esse é o caso de Billy Corgan, líder do Smashing Pumpkins.  Talvez alguns fãs mais antigos da banda devem lembrar da fase cabeludo e grunge de Corgan, mas o resto do mundo deve se lembrar do carequinha melancólico.
Mas quem deve ter sentido mais falta de sua cabeleira foi Michael Stipe do R.E.M.. Que ainda por muitos anos teve cabelo grande, até que assumiu ser careca.

Alguns fazem questão de se manter freak, mas do que já foram durante sua adolescência. Esse é o caso de Brian Hugh Warner, hoje em dia mais conhecido como Marilyn Manson. E ainda tem gente que acha que ele era o Paul d'Os Anos Incriveis, está ai a prova contrária.


Mas nada se compara a evolução gigantesca de Kirk Hammet. Sim, o rapaz ai na foto ao lado é o guitarrista do Metallica. Se eu não soubesse quem era chutaria que fosse o Joey Ramone. Um excelente exemplo que o metal pode transformar as pessoas, e nesse caso, para muito melhor.


Já quem parece que não mudou muito durante os anos é o companheiro de banda de Kirk, James Hetfield continuou com suas madeixas louras, porém deixou a barba crescer e deve ter dobrado de tamanho também, perto do que era na sua adolescência.

 
Já Johnny Cash dá pra fazer uma grande retrospectiva,  desde sua adolescência, passando pelo inicio da fase adulta e depois um pouco mais amadurecido, só ficou faltando a foto dos últimos dias, mas não coube na minha montagem.
 
Infelizmente alguns músicas não teria como fazer a comparação como a de Johnny Cash, entre eles estão a alma do The Doors, Jim Morrison e o último ídolo de uma geração, Kurt Cobain. Ambos vitimas da tal maldição dos 27 anos, que também levou Jimi Hendrix e Janis Joplin.



E assim terminou meu post e espero que tenham gostado. Comentem!

quinta-feira, dezembro 03, 2009

#47 - Nintendo Wii mantendo os gamers em forma

Bem, percebi que está faltando videogame por aqui. E estava com essa ideia de texto ha algum tempo. Não vou mentir, mas não sou muito fã da Nintendo, parece que foi uma empresa que não amadureceu junto com o seu público alvo, afinal, devem ser raras as pessoas que tiveram o Nintendo 8bits e hoje jogam qualquer jogo do Mario quando se tem o Metal Gear Solid e outros jogos que beiram a perfeição
.
Porém, tenho que dar o braço a torcer. Há tempos vejo diversas noticias  bem curiosas relacionadas ao Nintendo Wii, o console de ultima geração da empresa, seja de pessoas que tentaram matar a namorada com o controle ou pessoas que perderam peso jogando.

É, você leu bem. No começo do ano, um americano de 21 anos tentou estrangular a namorada com o controle nunchuck do Wii. Motivo da agressão: a garota descobriu que seu namorado comeu os biscoitos dela. Então dica para você garota que tem namorado que joga Wii, espere-o terminar de jogar para fazer uma DR.

Bom, mas o console está servindo para as pessoas perderem uns quilinhos também. Se você procurar pela Internet, você achará sites com “a dieta do Wii”, tudo por que um americano de 25 anos perdeu quatro quilos jogando 30 minutos de Wii Sports todos os dias. Entre os jogos tinham boxe, tênis e boliche. Pesquisas constatam que jogadores do Wii Fit, queimam quatro vezes mais calorias que os jogadores de outros consoles.

Será que futuramente veremos uma geração de gamers bombados por causa do Wii? Talvez.
O console ficou famoso por ter diversos modelos de controles, por exemplo uma raquete de tênis. Em Outubro, a alemã Big Ben Interactive deve ter se empolgado e anunciou que iriam lançar uma bicicleta ergométrica em tamanho real para o console.
Com o nome de Cyberbike, foi desenvolvida para o jogo My Body Coach, no qual a pessoa terá um personal treinner virtual. O jogo e a bicicleta ainda não têm data para ser lançado, mas você pode ver a propaganda aqui.

Mas acho essa ninguém esperava. Algumas escolas americanas estão colocando o Wii durante a aula de educação física. Devido às reclamações dos alunos que achavam as aulas incomodas, colocaram o consolo como opção para as crianças se exercitarem.

Em certos colégios, há um programa especial de exercícios para crianças que estão acima do peso, ou que realmente não gostam de praticar esportes. Tenho certeza que muitas pessoas só começaram a ir a academia se começarem a usar o mesmo programa utilizado nas escolas americanas.

Fontes: G1.com
R7.com

sexta-feira, novembro 27, 2009

#46 - 7 On 27 com Spock (Vocalista do Entendeu?)

Entendeu? grindcore/power violence/crossover, ou apenas Praia Grind, original de Praia Grande é uma das bandas diferentes aqui da região, com certeza a mais original dos últimos tempos.
O quarteto formado por ex-integrantes de outras bandas do mesmo estilo na região, e segundo eles mesmos tem a intenção de "incomodar ouvidos alheios com uma massa sonora extremamente ignorante (sem deixar de lado a criatividade)".
Consegui entrevistar o vocalista da banda, Spock, e o bate papo desenrolou muito bem que passou de apenas sete perguntas.


Pergunta básica: Quando a banda começou? Como vocês se conheceram?
Spock: A banda em si, o nome já é velho. O batera Falcon tinha um projeto noisecore/grindcore com esse nome, mas era outra formação. Chegaram a se apresentar em uns festivais, em um deles o Mokó (ex-guitarra) viu e curtiu. Em 2006, ele chamou o Falcon para fazer um som só que estava sem guitarra na época, o Mokó ia tocar baixo e vocalista. 
Então ele deixou um tópico de procura-se na comunidade do Orkut do Chico Noise. Eu vi, entrei em contato e entrei na banda. Ficamos um ano sem baixista bem dizer. O Mokó convidou o El Pesadon, baixista da banda Summersaco, ficamos um tempo assim. Quando Mokó foi morar em Curitiba, convidamos o Sharlon, guitarra da banda Corpse Gory.

Quando ouvi as musicas do Entendeu? lembrei do EP Guerra Civil Canibal do Ratos De Porão. Eles são influentes ou foi coencidencia? Quais outras bandas influenciam vocês?
Spock: Total influência Ratos de Porão, tanto musical como literária se poder falar assim. As outras são Mukeka di rato, Sick Terror, Dead Kennedys, PPC, Municipal Wasted, Suicide Machine, Suicidal Tendencies, SOD, Ramones, Pantera, Beastie Boys, NWA, Hutt, Are you god?.


Como surgiu a ideia de colocar trechos de musicas famosas nas musicas próprias da banda?
Spock: [risos] Ah mano! Isso ai é tipo um pacote que tem varias musicas nossas e trecho de alguns clássicos. Dá uma quebra no som também para num ficar só som que ninguém conhece pegar. E tacar uma musiquinha popzinha pra vê a reação da molecada no “fest”, é legal saca?

Quem compõem as letras? De onde saem as influencias?
Spock: Todos da banda fazem letras, às vezes aconteceu algum fato com algum integrante ele vai e compõe. Elas falam de assuntos diversos, fala do mundão louco e preconceituoso, de filmes que a gente gosta, de algo errado que vemos e expressamos com o som no geral. Não se prendemos em temas. Se a letra ficou boa passa alguma mensagem, tocamos.

Então a letra “Matando Emo” surgiu de qual situação?
Spock: Essa letra foi o Mokó que compôs. Creio eu, por que ele estava de saco cheio de ver miguxos em todo quanto é canto pagando sapo ai surgiu à letra. O fato de se chamar “Matando Emos” é por causa da “Matando Gueros” do Brujeria. Mas a letra é totalmente diferente, é diretamente contra emos prepotentes que existe no mundo. 
Tá ligado né? Criança de franja com violão acha que pestana do NxZero quebra o grande Hendrix.

O Entendeu? e outras bandas da região, montão seus próprios festivais, chamam pessoal de fora para tocar. Você acha que algumas bandas, invés de reclamar que não tem lugar para tocar, deveria se unir para fazer seus próprios festivais?
Spock: Concordo sim, mano. Por que como você sabe existe muitas panelas e quase não tem lugar. Fazer "fest" é fácil, o foda é que a molecada se acomoda. Mas é sempre bom, por que as bandas não ficam paradas. Vai uma molecada ver, é divertido. Foda quando dá umas presepadas, mas tirando essas coisas, ajuda muito a cena local.
E também a molecada tem que ir pra prestigiar as bandas. O que fode também é que você divulga, divulga e muitos não vão por preguiça entre outras coisas. 
Mas é sempre classe festivais independentes de verdade.

Quais os planos pra banda? Vão gravar alguma coisa? Musicas? Clipes?
Spock: Acabamos de gravar agora, só vamos compor musicas novas divulgar o material que temos. Fazer mais uns vídeos na mesma linha que o Kung Fu Massacre só que com outro fato. Como um filmezinho mesmo. Só que o Kung fu Massacre é do karateca doidão lá, meio sem pé nem cabeça, o próximo vai ser outra historia, e tocar.

Muito obrigado pela entrevista e para terminar, deixa uma mensagem para o pessoal.
Spock: Eu que agradeço o convite. Preservem a natureza e se mantenham fortes em seus ideais e deixem de conformismo.


terça-feira, novembro 24, 2009

#45 - Cachorro Grande no Teatro do Sesc


No último dia 21 de Novembro, quase um ano após a última passagem por Santos, a Cachorro Grande volta a Santos com a tour do seu mais recente disco, Cinema, e se apresentaram no Teatro do Sesc. Sim, mas poucos se limitaram às cadeiras e correram para frente do palco logo no começo do show. Após um instrumental que aparece no inicio do Cinema, a banda começou tocando a conhecida Você Não Sabe O Que Perdeu seguida do seu último single Dance Agora.


O set-list do show mesclava músicas mais antigas da banda com as mais recentes. Para os fãs mais antigos da banda teve Hey, Amigo seguida de Que Loucura, Desentoa, Dexa Fude cantada pelo baixista Rodolfo Krieger, E algumas das novas que foram apresentadas A Hora do BrasilA Alegria voltou, com os vocais do baterista Gabriel Azambuja.

O quinteto gaúcho estava bem à vontade no palco, felizes por estar num palco grande, mas também por ter bastante público e por diversas vezes interagindo com eles, como agradecimento a banda deixou algumas vezes alguém na platéia encerrar a música, como em Lili.

O vocalista Beto Bruno agradeceu várias vezes a cidade, e homenageou trocando um trecho de Um Bom Brasileiro e colocando o nome da cidade no meio da letra (Conhecia Santos Inteira). Ainda teve Dia Perfeito com Marcelo Gross nos vocais.

Em quase todas as músicas, nos finais das músicas acontecia um improviso que a estendia um pouco mais, porém em Vai T.Q. Dá, esse improviso deve ter passado dos cinco minutos, com solo de guitarra e distorção, solos de bateria, teclado psicodélicos, mostrando que todos na banda sabem muito bem usar seus instrumentos.

Logo após o momento jam session, a banda tocou a balada Sinceramente, onde o Beto Bruno poderia deixar o microfone de lado que a platéia cantava por ele. Para encerrar, tocaram as clássicas Lunático e Sexperienced, com a banda e o público agitados e interagindo bastante.

E graças ao público que ficou pedindo mais uma música, o bis que ainda era indefinido, foi com o Hino Mod My Generation do The Who, encerrando a noite da melhor forma Rock’n’roll como pediam algumas pessoas que estavam no show, com direito a corda estourada da guitarra.

Para outras fotos do show, clique aqui.

quinta-feira, novembro 19, 2009

#44 - EPs

Essa semana ouvi bastantes EPs, mas vou resenhar três deles, talvez como dica do que ouvir nesse feriado prolongado, ou apenas, uma dica para vocês ouvirem nos próximos dias, afinal, música é para ser ouvida a qualquer hora.

Vou começar, talvez pelo mais expressivo: Cokie The Clown, do NOFX. Quem acompanha a banda, sabe que Fat Mike e sua turma tem uma mania de lançar EPs. Por exemplo, em 2005, houve o 7"Of The Month Club, ou seja, todo mês era lançado um vinil de 7 polegadas, com duas músicas.
Cokie The Clown, em sua versão CD, contêm 5 músicas, já nas versões em vinil, acabou virando dois EPs, um deles chamado My Orphan Year. Destaque para a capa que, Fat Mike encarna o Joker foi a coisa mais legal que já vi.
Começando com a música título, que já virou clipe com participação de Matt Skiba (Alkaline Trio) e Tim McIlrath (Rise Against), além de outros figurões, o EP traz músicas que foram feitas durante as gravações do último álbum do NOFX, Coaster. Todas elas seguem aquela linha bem conhecida da banda, então dificilmente não agradará seus fãs.
O destaque do EP, na minha opinião é a acustica My Orphan Year, onde Fat Mike parece contar um relato do ano em que seus pais morreram, agora resta saber se foi verdade, ou mais uma piada do Joker Mike.
Se alguém souber a verdadeira história, por favor, me avise.

Segundo EP que parei para ouvir essa semana foi do MxPx. Left Coast Punk inaugura o selo da banda, Rock City Recording. Segundo lançamento da banda esse ano, porém o primeiro com inéditas, sete no total. A banda traz de volta aquela mesma linha de Punk Rock que vem fazendo nos últimos álbuns.
Talvez apenas os instrumentais podem fazer lembrar um pouquinho de coisas da época de Life In General, é o caso de One Step Further e Broken. Destaque Negativo para a chatissima Shanghaied In Shanghai.
O EP tem duas versões, uma digital e outra física, nesta têm algumas versões só instrumentais de algumas das músicas e a demo de On A String. Para quem já é fã da banda e conhece os últimos trabalhos, vai gostar sem dúvida.
Porém, na minha opinião, poderia ser um material melhor.



Por último, hoje estava fuçando o Trama Virtual e achei um tal de Badke. Que nada mais é que o "projeto solo" do Henrike Badke do Carbona.
As músicas são de 2005, e o EP se chama Uma Vida e Três Acordes. Têm algumas regravações de músicas do Carbona (Joga Os Dados Outra Vez e Nebulosa), mas também têm algumas músicas  "inéditas", sendo elas Minhas Canções e A Melhor Cerveja Da Austrália.
Para fãs de Carbona é um material legal de se escutar, enquanto a banda não lança algo novo. Eu achei bem interessantes as músicas "inéditas", já que que Henrike, assim como Dee Dee Ramone, tem o dom de fazer as letras mais simples ser totalmente ricas.
Enfim, recomendo, vale a pena ir lá no Trama Virtual, ouvir e baixar.

Well, that's all folks! Have A Nice Holiday!

terça-feira, novembro 17, 2009

#43 - Live At Reading


O Nirvana, por si só, já é histórico, para alguns a última banda de rock de verdade que existiu, foi ícone de uma geração, influenciou inúmeras bandas, ajudou a colocar o rock no mainstream novamente. Enfim, a importância da banda para o mundo da música faria qualquer pessoa ficar falando horas e horas sobre o assunto.

Porém, o que poucos sabem, que não são os fãs de carterinhas, como a pessoa que vós fala, que o show no Reading Festival, na Inglaterra, foi um acontecimento muito especial para a banda e para quem estava na platéia. Kurt Cobain acabará de ser pai, e por isso, algo raro de se ver, ele estava radiante, feliz pelo o momento que estava vivendo. Apesar de que meses antes, ele tinha tentado convencer Courtney Love a se matar junto com ele.
Havia boatos apontava o possível fim da banda, e até havia boatos que vocalista estava morto. Quem leu o livro “Mais Pesado que o Céu”, tem uma rápida, porém bem aprofundada descrição do que estava acontecendo, onde horas a fama abria portas, e em outras Cobain era apenas um desconhecido que nem poderia usar um banheiro sem ter que pagar. Porém, Cobain gostava desses momentos onde não era reconhecido.
E eu tenho o bootleg desse show, um tanto picotado, faltando músicas, mas têm as conversas e diálogos que não entraram para o CD. Então resolvi fazer uma resenha do show “oficial” e dos bastidores que não foram mostrados.

Era 30 de Agosto de 1992, o show começa com Cobain, entrando numa cadeira de rodas, com Krist Novaselic falando: “Você vai conseguir cara”. O que, momentaneamente, deve ter feito alguns críticos musicas enfartarem na hora. “Como o ícone de uma geração entra de cadeira de roda em um show?”.
Tolos, o vocalista pega a guitarra e logo começa a tocar Breed e logo depois emenda em Drain You, sem dar tempo para o público respirar. Um destaque desta última música, você pode ouvir ela tanto no disco como no show, e elas serão parecidas, só sentirá falta dos patinhos de borracha ao fundo. Alguém já reparou isso no Nevermind? Outras músicas do mesmo álbum tiveram os instrumentais perfeitos. Lounge Act e On A Plain, que são algumas das mais trabalhadas do trio, estavam perfeitas.
Aneurysm sempre foi um dos pontos fortes em qualquer show do Nirvana, talvez ela seja exatamente a definição da banda, calma, melódica, depois berrada e barulhenta. Com certeza pode se considerar o show do Reading Festival, um registro definitivo.

Quem ouvir não acreditará que a banda estava dois meses sem, nem mesmo, ensaiar juntos. E na seqüência vinha a berrada School, Sliver com direito a uma risada, In Bloom, Come As You Are com a platéia em êxtase, Lithium e até a balada About A Girl. Todas elas estavam em perfeita sincronia, algo raro de se ver em qualquer banda que seja.
Houve espaço até para músicas que ainda iam sair no In Útero, como Tourette’s e All Apologies. Esta inclusive, teve um momento que não têm no disco, onde Cobain dedica a música à recém nascida Francês Bean Cobain e pede para o publico falar: “Courtney, Eu te amo”.
Musicas novas se misturavam com sons mais antigos, porém com a mesma energia e intensidade, Been A Son e Blew com uma cara diferente do que pode se ouvir nos discos, mais agitadas e interessantes de se ouvir, e até mesmo Spank Thru, que era comum no começo da carreira do trio, antes mesmo de Dave Grolh assumir as baquetas.

Na minha opinião, o final da apresentação deve ter marcado a vida de todos que estavam lá. Para começar, tocaram D-7 da banda Wipers (uma das melhores covers que o Nirvana fez, na minha opinião) e encerraram com a barulhenta e talvez a mais punk rock de todos os sons do trio, Territorial Pissings.
Rápida, direta, pesada, intensa e entre vários outros adjetivos, Cobain ainda tocou uma parte do hino dos Estados Unidos até que, como era obrigatório em seus shows, a banda destrói o palco, quebra tudo o que possível. Até que alguém fala um: "Muito Obrigado e Boa noite".

Live At Reading, não é apenas um disco ao vivo do Nirvana, é um marco histórico, um ótimo presente de Natal para aquele seu amigo grunge, isso se ele ainda não comprou o DVD e CD. É um disco que serve, para os poucos que ainda não conheceram Nirvana, e para o fã de carterinha que deve ter ido aos shows no Brasil. Enfim, são 24 (ou 25 músicas, se for o DVD) que ficaram para a história e que a pessoa terá em “mãos”.
É claro, que tudo isso estará enchendo o bolso da tia Love, mas...é Nirvana.

quinta-feira, novembro 12, 2009

#42 - Them Crooked Vultures


Quase um mês sem postar. Uma enorme correria na faculdade, e ainda não acabou. E infelizmente, nem tive tempo para fazer a entrevista para o 7 On 27. Mas fiquei feliz que vieram algumas pessoas me cobrar sobre o blogger, sinal que está tendo um retorno, o mínimo que seja.

Esses dias consegui um tempinho, e fiz a resenha do disco do Them Crooked Vultures para um outro site e vou postar aqui também. E vai ser minha opinião sincera sobre o disco dessa super banda que conquistou várias pessoas.

Muitos fãs de rock clássico de Led Zeppelin, do Stoner Rock do Queens Of The Stone Age e admiradores do Dave Grohl estavam ansiosos para ouvir o disco completo do Them Crooked Vultures.
O super grupo vem chamando atenção desde 2005, quando Grohl havia falado em entrevista para a revista Mojo que seu próximo projeto seria com Josh Homme nas guitarras e vocais e John Paul Jones tocando baixo. Ao longo desse ano, a banda foi lançando trechos de músicas na Internet, como single "New Fang", e fazendo shows, no qual vários viraram bootlegs. Até que no dia 9 de Novembro, finalmente, o disco foi “lançado”. De uma forma diferente do comum, ele foi colocado na intriga no Youtube, pela a própria banda.

Auto-titulado, o disco com pouco mais de uma hora traz um atmosfera bem viajante, bem ao estilo Stoner Rock comum de se ouvir em qualquer disco do Queens Of The Stone Age, ou bem ao estilo Led Zeppelin. Vai depender de que nicho de roqueiros o ouvindo faz parte.
Para alguns, o álbum pode ser considerado uma obra divina, a perfeição entre outros adjetivos. Já para outros poderá não ver nada há mais no disco, e achar que é uma coletânea de b-sides de bandas de Homme. Um bom exemplo disso é faixa "Mind Eraser, No Chaser", que lembra algumas musicas do Eagle Of The Death Metal, onde Homme toca bateria.

Claro que não posso, e nem devo classificá-lo apenas como “um disco de b-side” ou que lembre músicas de outras bandas paralelas dos integrantes. Existem músicas que devem ser ouvidas como Dead End Friends, Bandoliers e Gunman. Outro destaque é Caligulove, que traz um teclado muito The Doors.
Porém algumas músicas que empolgam no começo, mas de tão calmas ou de tão longas acabam ficando chatas e enjoativas para quem não está acostumado, como as gigantes Elephants e Warsaw or the First Breath You Take After You Give Up.

Porém, em si, o entrosamento entre os integrantes é algo bem impressionante, e não pode ser ignorado, parece que a banda tem anos de estrada, mas isso deve ser por que todos são veteranos. Ou seja, Them Crooked Vultures é um disco para os verdadeiros amantes de rock’n’roll ou para quem quer aprender a fazer.

quarta-feira, outubro 14, 2009

#41 -


Alguns meses atrás postei a noticia sobre o mais recente filme de Quentin Tarantino, Bastardos Inglórios.
Como fã de Tarantino, o cinefilo que virou diretor cult de Hollywood, estava ansioso para assistir o filme. O trailer já havia me chamado atenção, achei a história muito interessante, e minha ansiedade aumentava, ainda mais que o filme ia ser lançado quase um mês depois no Brasil.

Por fim, assisti o filme hoje a tarde no cinema.
Durante Segunda Guerra Mundial, o longa inicia contando história de Shosanna Dreyfus (Melánie Laurent), judia que testemunhou a morte de seus pais pelo o Coronel nazista Hans Landa (Christoph Waltz). Logo em seguida fui apresentado aos Bastardos, grupo de soldados americanos judeus liderado por Tenente Aldo Rayne (Brad Pitt), conhecidos por matar vários nazistas durante a guerra.
Shossana, três anos depois, vira dona de um cinema na França, onde o filme se concentrará com o desenrolar do enredo.

O filme tem o jeito Tarantino de ser, longos créditos iniciais, violência, diálogos inteligentes e reflexivos Porém, ao contrário do que muitos fãs estão acostumados, o longo acaba sendo longo demais, e parado. Achei muitas partes desnecessárias, poderiam ser mais diretas. Talvez o melhor exemplo disso, é o momento os Bastardos vão encontrar a atriz-espiã Bridget Van Hammersmack (Diane Kruger).

Porém, tirando os excessos de detalhes e partes avulsas, fazendo o diretor parecer J.R.R. Tolken, o filme tem uma história muito interessante. Como havia dito, o cinema de Shossana se torna o principal foco do filme, quando é escolhido para a pré-estreia de um filme nazista, que contará com a presença de ninguém menos que Adolph Hitler. E os planos de matar o líder nazista e acabar com a guerra é o principal atrativo do filme, junto a vingança garota judia. Coisas que só começam a se desenrolar na última meia hora de filme.

As atuações foi o que salvou o filme, no meu ponto de vista, de ser chato. Brad Pitt com seu sotaque texano e jeito bruto, que já havia me chamado atenção nos trailers, se tornam um grande atrativo, que poderia ter sido mais explorado, assim como o Sargento Psicopata Hugo Stiglitz interpretado por Til Schweiger, e o personagem de Eli Roth, Sargento Donny "Urso Judeu" Donowitz.

Enquanto Mélanie Laurent atua muito bem como a personagem principal, se mostrando a mais humana em meio aos personagens muitas vezes cruéis, como o Coronel Landa, ou o Caçador de Judeus, interpretado por Chistoph Waltz, que ganhou o prêmio de melhor ator no ultimo festival de Cannes. O antagonista rouba a cena, por seu jeito extremamente frio. Segundo o diretor, sem a atuação de Waltz, o filme não teria sentido, já que Tarantino considera um dos melhores personagens que ele já criou.

Falar que o filme é excelente, e é mais uma obra-prima de Tarantino, estaria mentindo, ainda prefiro a narrativa rápida de Pulp Fiction ou de Kill Bill. Tirando algumas partes que deixam o longa monótono, tem um excelente roteito e pode até prender o espectador. Recomendado para quem gosta de Tarantino, para quem gosta de filme de guerra, para quem não se importa com sangue para todos os cantos e humor negro.

Gostaria de saber se haverá outro curta como o Tarantino's Mind para ligar os outros filmes ao Bastardos Inglorios. Se conseguissem fazer isso, seria genial.

PS: Se eu fosse Tarantino, teria cuidado de hoje em diante. Quem viu o filme entenderá.

segunda-feira, outubro 12, 2009

#40 -


Primeiramente, queria me desculpar pela ausência no blogger e pela falta de atualização. Na última semana estava na correria para fazer um trabalho da faculdade, mas logo vou postar trechos dele aqui.
Também já aproveito para falar que haverá algumas mudanças no Game'n'roll, nada muito radical é claro, continuará com a Coluna 7 On 27. Quero agradecer a quem comentou, e mais uma vez ao Testa.

Bom, agora sim, o post, e esboço do que deverá ser o blogger daqui em diante.

Nunca havia parado para assistir qualquer episódio de CSI, independente de em qual cidade fosse. Alguns dias atrás, enquanto esperava meu computador gravar o jogo GTA:Liberty City Stories, resolvi dar uma olhada em um dos episódios do CSI: Miami.
No primeiro momento, achei que a serie tinha acabado de ganhar mais um fã. Algo bem interessante para se distrair, bem funcionalista americano. Gosto filmes/series com investigações policiais, onde o espectador ficar quebrando a cabeça junto como os personagens, tentando ligar as pistas.
Realmente estava interessante. Um grupo de garotos mascarados invadem um banco, mesmo sabendo que tinha um policial no local, matam o segurança, trocam tiro com o cara do CSI,, um deles é ferido, tentam estuprar a caixa, roubam o dinheiro e vão embora. Depois deixam o dinheiro na lavanderia de uma universidade, mais ou menos 10 mil dólares.
Investigação vai, investigação vem, e... Os garotos que invadiram o banco eram fãs de um jogo extremamente violento, no qual, ao se invadir o banco ganhava tantos pontos, ao matar o segurança valia outros tantos pontos, e assim por diante. Ou seja, os assassinos juvenis, estavam recriando na vida real uma fase do jogo.
Definitivamente, eles acabaram de perder um fã da serie. E entramos naquela velha historia que pessoas que jogam games de violência, tendem a ser pessoas violentas. Se fosse por essa ideia, milhões de pessoas teriam que fazer um tratamento Ludovico para controlar seus impulsos violentos. É muito como pessoas que jogam games violentos para se desestressar, e todas essas concordam que é um absurdo associar os jogos violentos a mudanças de comportamentos.
Existem casos isolados, e todos eles se comprovam, que as pessoas que cometeram algum crime "influenciado" por jogos de videogames, estas tinham algum problema psicológico. Senhores roteristas do CSI, melhor vocês estudarem melhor antes de montar o roteiro. E por favor, abram suas cabeças.
Apesar de ter achado ridículo o roteiro, continuei a assistir para saber onde ia terminar a história. Resolveram investigar os produtores do jogo. Investigaram os Irmãos Wachowski, quando os garotos invadiram aquela escola em Columbine? Bem, acho que não perderam o tempo deles.
A forma que retratavam os jogadores/assassinos era algo comigo, eles eram piores que drogados de junkie-movies. Eram sarcásticos, mas pareciam alucinados, só faltavam falar: "Deixa eu jogar videogame ou vou matar você". Algo que contribui para algumas pessoas que se acham inteligentes, pois assistem CSI, saírem falando que videogame acaba com as pessoas, deixam elas viciadas, burras e outros adjetivos.
Resumindo: após várias investigações, descobriram que os produtores do jogos, aliciaram os jogadores/assassinos para reproduzirem as fases do jogo na vida real para prover o jogo. Um dos jogadores era uma garota, que só entrou para o grupo, pois ela gostava de um dos psicopatas e ele só ligava para garotas que jogavam o tal jogo.
Pode ter sido um episódio ruim, mas desisti de parar novamente para assistir outro. Que roteiro ruim, que história sem noção.
Nessas horas dá saudades do Arquivo X, Millenium entre outras series.

domingo, setembro 27, 2009

#39 - 7 On 27 com Tércio Testa

Começando aqui a primeira coluna do Game'n'roll.
7 On 27, será uma coluna mensal onde todo dia 27, um entrevistado responderá 7 perguntas, que contará sobre carreira, projetos, gostos músicas e por ai vai.
Para inaugurar, entrevistei por e-mail Tércio Testa, baixista do Shileper High e um dos colaboradores do site The Nimrods. Aproveitei também para perguntar sobre o seu projeto Enought About Lindsay.
Confiram.

1ª Pergunta: O The Nimrods é um dos mais famosos fã-sites nacionais sobre uma banda de punk rock. Quando e como você começou a colaborar com o site? Vocês esperavam que um dia o site ia ser tão reconhecido?
Testa: Bom, em primeiro lugar, obrigado pelo elogio. Em 2002 eu participava ativamente de uma lista de discussões sobre Green Day, onde conheci o Will e o TheNimrods.com! Na época, eu só acessava o GreenDay.net e o GreenDay.com.br do Jeff, que também havia conhecido na lista de discussões. Após um tempo comecei a colaborar com o GreenDay.com.br enviando traduções de notícias ou coisas desse tipo.
Na época eu via que não existia um site sobre a banda no Brasil, que me deixava satisfeito e foi quando eu conheci o The Nimrods.
Falei com o Will e vi que o site tinha muito potencial. Ele sempre teve muitas idéias boas, mas faltava alguém com tempo e disposição para ajudá-lo e foi quando eu topei colaborar. Desde então, o site cresceu absurdamente.
Ocorreu algumas mudanças de layout, o “core” do site sempre se manteve. É trazer as informações do que rola com a banda da maneira mais atualizada possível, além da criação de seções outros sites não têm, como por exemplo, o nosso “Glossário”. Esse tipo de trabalho fez com que ao longo dos anos, o site tivesse muito mais acessos e retorno do que nós pudéssemos imaginar.
Hoje, ser uma referência no universo Green Day para os fãs brasileiros é absurdamente gratificante.

2º Pergunta: É cansativo ficar procurando noticias do Green Day, ou o "amor" pela banda supera tudo?
Testa: Na verdade nunca é cansativo, afinal de contas muitas das notícias já estão prontas. Por não sermos o país natal da banda, é muito difícil trazer uma exclusividade para o público, a menos que seja algo originado aqui no Brasil. Por isso falo que o nosso diferencial é a criação de sessões com materiais que outros sites não tem. Há pouco tempo atrás entrevistamos o Andy Ernst. Poucos sabem, ele foi produtor dos dois primeiros álbuns da banda e para nós foi algo absurdo. Nunca imaginávamos que o cara fosse realmente responder às perguntas e rolou bem legal. Então, trabalhamos sempre nesse prisma, e isso faz com que nosso amor pela banda só aumente.


3ª Pergunta:E se não fosse o Green Day, qual outra banda você criaria um fã-site?
Testa: Eu acho que criaria apenas 3 sites. Há anos atrás criaria um do Bad Religion, que é outro amor incondicional. Hoje talvez criasse um sobre o Broadway Calls e um para os meus bros da banda The Razorblades, da qual sou muito fã.

4ª Pergunta: Por quais bandas você passou até chegar ao Shileper High? Como você entrou para a banda?
Testa: Antes do Shileper High eu toquei em duas bandas. Logo quando comecei a tocar guitarra, toquei em uma banda de covers variados e chamava-se “Gangrena Leprosa”. Era formada por um metaleiro, um skinhead, um Ramoneiro e eu, fã de Green Day. É possivel imaginar a mistura das covers, de Raimundos a Garotos Podres, passando por Bad Religion e Marky Ramone And The Intruders. Depois de dois shows a banda meio que se dissolveu.
Nesse meio tempo nasceu o Seven Elevenz, comigo, o Barata e o Koelho. Essa foi minha primeira banda mesmo, aquela de gravar, e tudo o mais. Começamos no reveillon de 1999 para 2000, fiquei na banda até 2002 quando acabei saindo por problemas pessoais e voltei em 2004, fiz alguns shows, mas não rolou
.
E logo que saí do Seven Elevenz, conheci os caras do Shileper High e entrei de cabeça na banda, dessa vez tocando baixo. Com o Shileper houve a oportunidade de fazer shows absurdamente maravilhosos, viagens inesquecíveis, gravar num estúdio fantástico (Mr. Som) e abrir ao show de algumas bandas de quem sempre fui fã como Bambix, Garotos Podres, Olga (Toy Dolls), Raimundos e mais recentemente para o CJ Ramone, no festival Araraquara Rock.
As únicas coisas que não fiz com a banda foram a gravação do segundo CD, Shilas On The Rocks, e a Vans ZonaPunk Tour com o U.S. Bombs. Se você me perguntar, sim, me arrependo, Mas no fim, as coisas sempre se acertam e estamos aí seguindo o rock.


5ª Pergunta: Conte sobre o Enough About Lindsay? De onde surgiu o nome? Quais as influências?
Testa: É um lance curioso. O nome surgiu com o meu amigo Taú, da Enemy One Records. A Lindsay em questão é a Lindsay Lohan mesmo. Ele é apaixonado por ela e eu não agüentava mais vê-la na televisão, pois coincidentemente, ela não saía do noticiário na época.
Em 2006, quando saí do Shileper pois havia ficado desempregado e quando estamos desempregados, depois de muito tempo trabalhando, vira aquela rotina de sessão de DVDs em casa, livros e revistas e muita internet.
Nessas sessões eu assisti filmes como Clube da Luta, Matrix, A Última Fortaleza. Li livros como, "Bem Vindo ao Deserto do Real”, de ensaios filosóficos sobre o Matrix. e de madrugada eu ficava tocando violão. Um dia, lendo o livro, uma frase veio à minha cabeça, "The secret sources of human emotions” (A Origem Secreta da Emoção Humana), acho que li algo assim e me assustou muito.
Peguei o violão e comecei a tocar e a escrever, as palavras simplesmente saíam. Na época eu ouvia muito Angels And Airwaves, então aproveitei todo aquele lance “poético” nas composições e assim foi. A idéia então era de criar um, com o perdão da expressão, “álbum-conceitual”, cada faixa seria relacionada à uma emoção humana e, no final, elas juntas seriam as “sources” de emoções humanas expressas na primeira letra.
Isso levou quase dois anos e meio para ficar pronto e resultou em 16 letras, das quais gravei 3 canções e que coloquei no MySpace. Eu não sei se ainda gravo o restante. Quero muito, mas como é um projeto paralelo, preciso ver até onde vale a pena levar adiante. Mas adoraria ter todos os sons gravados, até para registrar e tudo o mais.

6ª Pergunta: Pergunta básica, quais bandas você tem ouvido ultimamente e que você indica para o pessoal ouvir?
Testa: Eu tenho ouvido muito o novo álbum do Broadway Calls, “Good Views, Bad News” que para mim é o álbum mais foda de 2009.
Também tenho ouvido muito Tumbledown (projeto country do Mike Herrera do MxPx), Alkaline Trio, Rancid, Anti-Flag, Casualties, The Briggs, The Unseen, Distillers, Riverdales (segundo melhor álbum de 2009, para mim), Teenage Bottlerocket (o disco novo esta absurdamente maravilhoso), Bedouin Soundclash, ALL, Jimmy Eat World.
Além disso, escuto muito Just Jack, Bach (sim eu ouço música clássica), The Killers, Weezer.

Pelo lado nacional ouço quase todos os dias The Razorblades, The Dods, Os Thompsons, Periferia S.A, Firstations, Que Fim Levou Valdir?, Fox Hound, Os Excluídos, Flicts, Cólera, RxDxP e muitas outras bandas. Além disso ouço muito Shileper High também, como não? [risos]
Ah, e indico todas essas para a galera escutar. Não vão se arrepender.

7ª Pergunta: Obrigado pela entrevista, Testa. Fale dos planos futuro para o Shileper High e o Enough About Lindsay? E deixe um recado para os leitores do Game'n'roll.
Testa:
Com o Shileper estamos trabalhando em um novo EP, ainda sem nome, e que provavelmente terá cinco canções inéditas. Fizemos dois shows já tocando essas canções e a resposta da galera foi bem legal então estamos animados, espero que saia até o final do ano. Quanto ao Enough, sem planos mesmo, quem sabe um dia faço um show solo? Ia ser interessante . Aproveito para agradecer a oportunidade da entrevista, parabenizo aqui o seu trabalho e fico muito feliz em ter ganhado um amigo em vossa pessoa. É isso ae e keep on rocking!

#38 - See You In The Movies Cowboy

Spike Spiegel (Foto 1)


Olá pessoal! Desculpa a demora por atualizações. Semana corrida por causa de faculdade e outras coisas que estão por vir. Hoje terá dois posts, e um bem interessante, mas ainda não será esse.

Como havia comentado alguns meses atrás em um post sobre as trilhas sonoras de animes, vou falar as ultimas noticias da versão Live-Action do Cowboy Bebop, serie que conta a historia de um grupo de caçadores de recompensa em um universo futurista no ano de 2071, mas contando com Jazz e Blues como trilha sonora.

Essa semana, o ator Keanu Reeves, que será o cowboy do espaço Spike Spiegel (foto 1), falou a MTV Americana que o roteiro do filme está passando por uma revisão. Segundo o ator, o roteiro feito por Peter Craig estaria incrivel, mas custaria muito para o estudio se fosse seguir a risca, algo por volta de meio milhão de dolares.

Para quem está com medo de ver mais uma adaptação tosca como foi Dragon Ball Evolution, pode ficar um pouco mais tranquilo. O criador da série Shinishiro Watanabe e a roterista Keiko Nobutomo serão um dos produtores pelo japones do trabalho, contando com o apoio da produtora Masahiko Minami. Ou seja, os donos da obra terão espaço para dar pitaco no filme.

Na minha opinião, as opiniões dos produtores já deveriam começar de agora a se intrometer. Nada contra ao Keanu Reeves, mas será estranho ver ele fazer Spike. Enquanto o protagonista do anime tem 27 anos, o ator "escolhido" já tem seus 45 anos, para os fãs será um tanto estranho ver o personagem um tanto envelhecido. O Reeves ideal seria da época que o ator fez o filme Caçadores de Emoção ou Velocidade Máxima, ainda novo e pronto para fazer muitas cenas de ação.

Assim como, quem não conhece o anime, facilmente irá comparar o protagonista do animação com o John Constantine, outro personagem interpretado por Reeves. Ambos são fumantes e cheio de sarcasmo. Parece que o ator gosta de fazer papeis principais de coisas ligadas ao mundo Nerd.


Para os outros personagens, seria bem interessante se a produção investisse mais um pouco e quem sabe chamasse Bruce Willis para atuar como Jet Black (Foto ao lado), companheiro de caçada de Spike. Ok, isso foi só um sonho de um fã, porém, eu torcia para Angelina Joeli interpretar a Lara Croft nos cinemas, e a atriz encarnou duas vezes a personagem. Sonhar não custa nada.

O filme ainda não tem diretor ou cronograma de filmagem. Porém, alguns boatos dizem que ele está previsto para chegar aos cinemas em 2011. Vamos torcer.

See You In Space Cowboy!

Fonte: Omelete

sábado, setembro 19, 2009

#37 - Smells Like Borderline


Para começar, já peço desculpas, essa semana foi corrida, não consegui bolar nenhuma assunto para postar aqui no blogger. Esse foi motivo para ele ter ficado uma semana desatualizado.
Bom, e nas últimas semanas, também rolaram algumas polemicas, além do Kanye West roubando o microfone da Taylor Swift e o governo brasileiro querendo censurar a Internet. No mundo dos games também está rolando uma polêmica envolvendo o recente Guitar Hero 5 e Kurt Cobain.

Todos devem ter lido essa noticia em vários veículos de comunicação:
Courtney Love avisa que vai processar os produtores de Guitar Hero 5.


E o motivo fez muitos, pela primeira vez, ficar ao lado da viúva de Kurt Cobain. Durante o jogo além cantar as músicas de sua banda, o falecido ícone do Grunge, pode também cantar canções de outros artistas, como Madonna e até Bon Jovi. Ou seja, Cobain tocando guitarra e cantando com a voz da rainha do Pop.

E pela primeira vez do mesmo lado, os ex-integrantes do Nirvana, Krist Novoselic e Dave Grohl, também ficaram insatisfeitos com o avatar do cantor no jogo, declarando estarem decepcionados, e pedem que bloqueiem o personagem apenas para tocar as músicas da sua banda, pois não sabiam que a imagem do roqueiro grunge ia ser usado daquela forma.

Até o próprio Bon Jovi se manifestou sobre o assunto, dizendo que é forçado ver um avatar de um roqueiro cantando suas músicas. E também contou, que foi convidado para ser um dos personagens do jogo, mas recusou.

Do outro lado, a produtora Activision divulgou que tanto Love quanto Primary Wave Publishing, empresa que gerencia o catalogo musical da banda, assinaram o contrato que dava total liberdade para o uso do personagem de Cobain. Já a viúva do roqueiro disse nunca ter assinado algum contrato sobre o jogo e que ia manter o processo e gostaria de uma retratação.

Agora a opinião da pessoa que vós escreve.
Algo que tudo indica, a produtora lançará um patch (uma expansão do jogo) bloqueando o roqueiro, apenas deixando-o cantar as músicas do Nirvana. Em outras edições, nunca houve esse problema, pois existia apenas participação de artistas convidados para certas músicas. Na edição World Tour, o principe das trevas, Ozzy Osbourne, apenas aparecia para cantar suas músicas, o mesmo acontecia com Billy Corgan. Na edição do Aerosmith, a banda apenas aparecia em canções da banda, o mesmo aconteceu na edição feita para o Metallica. Na terceira edição, Slash e Tom Morello tocavam todas as músicas, mas não cantavam, eram como guitarristas de apoio.

Como fã, acho que foi uma falta de respeito, mostrarem um avatar de uma personalidade que já faleceu cantando músicas de artistas no qual era bem claro que ele não gostava. É denegrir a imagem de alguém que não pode mais se defender pessoalmente. E outra questão que fica no ar. Será que o roqueiro grunge iria aprovar um avatar?
Se fosse o Cobain no começo da sua carreira, acho que ia achar muito engraçado, se fosse o Cobain dos últimos dias, que não aguentava mais ser o ídolo de uma geração, ele não ia gostar nem um pouco.

Não colocarem Kurt Cobain apenas como guitarrista parece ter sido preguiça dos produtores em programar o jogo para o roqueiro cantasse apenas a música de sua banda e apenas tocasse quando fosse música de outro artistas, mesmo que fosse Bon Jovi. Resumindo, uma simples programação poderia ter evitado todo essa polêmica.

sábado, setembro 12, 2009

#36 - A Máquina Que Sonha Colorido


Após dois anos desde seu ultimo lançamento, na virada do dia 6 para 7 de Setembro, a banda curitibana Sugar Kane, deixou em seu MySpace para ser ouvido 10 músicas seu novo trabalho: A Máquina Que Sonha Colorido.
Em apenas 5 dias, já houve mais de 50 Mil "plays", ou seja muita gente já parou para ouvir o novo disco que mostra a banda com uma nova formação, tendo somente Alexandre Capilé como integrante original.

Sugar Kane é um uma das bandas independentes mais bem sucedidas, e que acabou criando sua própria identidade, e que vem amadurecendo a cada disco. Depois de misturarem Hardcore com o Rock Alternativo, em seu sexto álbum, a banda volta ao o Hardcore Melódico e rápido, de letras com temas políticos, mas também sobre cotidiano e relacionamentos. As 10 músicas rápidas e diretas.

Com uma guitarras que lembram bastante NOFX do Punk In Drublic, o disco é bem agressivo, não apenas na sonoridade, como na letra da faixa título parece ser uma resposta a algumas pessoas da cena roqueira. Todos Nós Vamos Morrer, é como se falasse que o apocalipse viria de dentro das pessoas. O disco vai numa linha de Hardcore direto, com ótimas bases igual de Sonhe Colorido e Seus Ideais. Revolução traz uma das melhores letras do disco, um hino para um geração talvez.

O disco tem poucas "pausas", como em Um Pouco de Tudo e Repito, fazendo lembrar da banda na época do disco Elementar, ou seja, mais suave e poética, e em Rockstar, que rola até um Ska no seu início. Pedras encerra o disco, num ritmo muito acelerado e berrado trazendo backvocals femininos com participação de Camila, vocalista da banda Copacabana Club, que me fizeram lembrar o início de The Quick And The Pointless do Queens Of The Stone Age.

A Máquina Que Sonha Colorido que mostra a banda voltando as suas raízes, mas sem perder sua própria identidade, além de ser um ótimo disco de Hardcore. Talvez se o disco tivesse sido lançado alguns meses antes, poderia concorrer ao VMB.

Lembrete: No dia 19 de Setembro, o disco estará oficialmente disponivel para download no site da banda.

#35 - O Clube do Filme

Pela primeira vez, uma resenha de livro aqui no Game'n'roll.
E começando com um livro que fala sobre quase todos os assuntos que o blogger aborda.

Escrito por David Gilmour, o autor Canadense, não o guitarrista do Pink Floyd, o livro foi lançado em 2007 no Canadá, saiu esse ano no Brasil.
O Clube do Filme fala sobre filmes, muitos filmes, sobre música e sobre o relacionamento entre um critico de cinema e escritor, que passou dos seus 50 anos com problemas para arrumar trabalhos e seu filho de 15 anos, que está se tornando um fracasso na escola.

O pai, o próprio autor, em uma atitude diferente, inusitada, e talvez desesperada. propõe para o seu filho adolescente, Jesse, que ele podia abandonar a escola, não precisava trabalhar e pagar o aluguel da casa, mas que toda semana teria que assistir três filmes escolhidos pelo o pai, apenas por David. Isso seria o motivo para fisgar vários leitores, assim como eu.

Durante as semanas e os filmes, acompanha-se a visão de David olhando Jesse crescer, sendo um pai e conselheiro. Em diversos momentos durante o livro, os filmes acabam sendo coadjuvante, e a visão de David sobre os problemas de seu filho acaba sendo o foco principal, sempre associado a filmes e personagens, gerando diversas comparações. O relacionamento paterno presente no livro é um dos elementos que mais prende o leitor, para saber o que irá acontecer nos proximos capitulos, qual será o próximo problema que Jesse se envolverá e qual será o conselho e a atitude de David.

Mas quando o foco volta-se aos filmes, é extremamente interessante, existem muitas curiosidades e descrições bem detalhadas de cenas de filmes. Para quem acha que existe Spoilers, pode ficar tranquilo, que não se aprofundam ou contam muito sobre filme. Pode se dizer, que a cada capitulo, ao todo 15, existe pelo menos 2 pequenas resenhas de filmes, como A Doce Vida, Tubarão, Os Reis do Iê, Iê Iê com os Beatles, O Poderoso Chefão, Psicose e entre muitos outros.

Para quem gosta de cinema, o livro serve como um ótimo guia para assistir os filmes citados e reparar nos detalhes que o autor conta durante a história, e para quem procura por uma leitura que mostra o relacionamento forte entre pai e filho, é um excelente livro também.

Curiosidade: No lançamento do livro no Brasil, no mês passado, o autor David Gilmour e seu filho, Jesse Gilmour vieram ao pais e participaram de debates sobre o tema e a história do livro.

terça-feira, setembro 08, 2009

#34 - O que a Glória Perez não mostra...


Ontem, depois de muito tempo e muito atraso, assisti Quem Quer Ser Um Milionário?, o vencedor de 8 Oscars esse ano. Um filme muito bem montado e contado, uma história que mistura ficção com uma realidade da índia. Inspirado no livro Q and A, do escritor Vikas Swarup, o longa foi dirigido por Danny Boyle, eterno diretor de Trainspotting.

Como todo mundo já deve saber, o filme conta a história de Jamal Malik, jovem de 18 anos morador da favela em Mumbai, Índia. Preso por suspeita de trapaça no programa Who Wants To Be A Millionaire?, o filme mostra Jamal explicando como sabia das respostas que o fizeram chegar a uma pergunta que vale 20 milhões de rupias.

Apenas por esse enredo, já torna o longa interessante, porém há um elemento que queria destacar e juntar com o fato que (finalmente) a novela da Gloria Perez, Caminho das Índias, está chegando ao final. Quem vê a novela, é apresentado ao lado bonito, rico e glamouroso do país, cheio de tradições e religiosidade, que a mim não engana. O que é uma inverdade, os indianos passam por bastante necessidade, onde, ao que parece, a desigualdade chega a ser tão gigantesca quanto ao do nosso país.

Não assisti a novela, mas hoje é tão comum ouvir as pessoas falando as frases dos personagens da novela, que parece que a escritora faz alguma lavagem cerebral em quem assiste a novela, ou você nunca ouviu alguem falando os Hare baba por ai? E cá entre nós, isso já está perturbando.

O que fica claro em Quem quer ser um milionário? é que não é essa realidade que a escritora descreve na novela, o pais é explorado por seus próprios habitantes como por estrangeiros. O filme traduz para o mundo como é a realidade escondida pela mídia dos subúrbios e favelas da índia, assim como Cidade de Deus traduziu a nossa realidade para o resto do mundo. É fácil fazer uma comparação entre o personagem Zé Pequeno e Salim, ambos corrompidos pelo o poder e o dinheiro que o crime oferece. O mesmo pode se fazer com Jamal e Buscapé, que apesar das dificuldades, não caíram na marginalidade. Infelizmente Danny Boyle é mais conhecido que o Fernando Meirelles era conhecido na época.

Então, alugue Quem quer ser um milionário? e assista com a sua família que está deixando tudo de lado apenas para ver a novela, onde o ator que interpreta um indiano a alguns anos atrás interpretou um grego.

domingo, setembro 06, 2009

#33


Feriado da Independência. Vou dar algumas dicas para quem for ficar em casa amanhã, ou nos proximos dias, e tiver de bobeira na Internet.

Começando pela surpresa do final de semana, principalmente para os fãs de The Get Up Kids.
Como já havia comentado no post anterior, a banda vai lançar uma edição especial de 10 anos do disco Something To Write Home About. Pois bem, desde a última sexta está disponivel no MySpace da banda o video com o show inteiro que a banda fez e que vai sair em DVD. O show é ótimo, a única coisa ruim, por o video ser em streaming e bem longo, para ver perfeitinho, sem pausas, tem que esperar carregar o clipe inteiro que é quase uma hora. Mas para quem é fã da banda, ou quer saber o que realmente o que é Emo, vale a pena o esforço.

Quem gostar de alugar/baixar filmes, minha dica é o filme Uma Noite de Amor e Música.
Com Michael Cera (Superbad, Juno), conta a história de um casal que se conhecem durante um show de várias bandas indie, e enquanto estão procurando o local onde a banda preferida dos dois vão tocar, acabam se apaixonando e percebem que eles têm mais afinidade que podiam imaginar. Até ai, parece mais um filme de romance teen qualquer, porém o filme não se foca apenas no casal, mas também em seus amigos e relacionamentos antigos dos protagonistas, quem rende bastante história também. Quem quiser ver o trailer, é só clicar aqui.

Agora se você é fã de The Beatles e tem um X-Box 360, e além de uma ótima conexão de Internet. Já pode correr para o seu Torrent favorito e deixar baixando o Rock Band do quarteto de Liverpool. O jogo da Harmonix Music System em parceria com a MTV Games vem fazendo sucesso e na última edição disponibilizou no seu modo online, um pacote com músicas do AC/DC. E com esse sucesso, a produtora resolveu apostar alto com o Rock Band com uma das maiores bandas que o planeta já viu. Se o jogo não for bom, pelo menos deve ter a melhor trilha sonora de um jogo. Mas lembrando, que o lançamento oficial será dia 9 de Setembro de 2009, ou seja: 09.09.09. Mesmo dia que será relançado alguns discos da banda remasterizados. Para ver o trailer, só clicar aqui.

Para terminar, essa semana o Dissonicos, banda de punk rock de Brasilia, lançou pelo o site da Bubblegum Attack, o EP Bob. A ideia é simples: três músicas contando uma só história sobre dois amigos, um que levou o pé na bunda da namorada e o outro que é famoso amigo para todas as horas. O Ep segue a linha do último disco da banda, Espere Por Mim Bandini, porém em uma versão bubblegum. Vale a pena conferir. Quem quiser baixar o EP, é só clicar aqui. E se quiser ouvir o primeiro disco da banda, é só baixar aqui.

quarta-feira, setembro 02, 2009

#32 - Something to Write Home About


The Get Up Kids faz parte da segunda (e última) onda do Emo que surgiu no meio dos anos 90, junto com Sunny Day Real Estate, Jimmy Eat World e Mineral. Influenciou muita gente que faz parte Pop Punk e do Indie Rock. Todos os seus discos são aulas de como fazer músicas e letras, e principalmente, ser "emotivo" sem dor de corno ou parecer versões Hardcore de música sertaneja. Resumindo, uma das melhores bandas da cena Hardcore nos anos 90 e que redefiniu um estilo.

Há alguns meses atrás, a banda virou noticia quando o guitarrista James Suptic, em um dos shows de volta da banda que havia entrado em hiato em 2005, pediu desculpa por terem criado o Emo, e compara a cena "punk-mainstreen" com Glam-Rock.
Talvez essa confusão toda começou quando o Pete Wentz do Fall Out Boy, disse que a banda deveria estar em um "Kit de Como Ser Um Garoto Pop-Punk", e comentou que sem o The Get Up Kids, sua banda não existiria.
Suptic ainda comentou indiretamente a declaração de Wentz com tal frase: “Se uma banda fica famosa e diz que a influenciamos, ótimo. Mas o problema é que a maioria delas nem é boa. O que isso quer dizer sobre a gente? Não sei. Talvez fôssemos uma droga”

Hoje, na verdade, resolvi fazer o post voltado para o Something to Write Home About, segundo disco da banda, e segundo um dos integrantes, o último álbum bom de uma geração. Para comemorar os 10 anos de seu lançamento, sairá uma edição comemorativa junto a um DVD com um show em que a banda tocou o set do disco inteiro na sequencia, alguns extras como imagens de outros shows da época do lançamento e entrevistas. Para ter uma noção de como foi o show só ver o Trailer aqui.

Então assim como fiz no com o relançamento do Bleach do Nirvana, vou fazer uma resenha desse relançamento tão especial.

Em 21 de Setembro de 1999, o disco saia pelo selo pequeno e independente Vagrant Records. Na época tão pequeno que o co-fundador do selo, John Cohen, teve que pedir dinheiro emprestado para os pais para ter fundos para poder produzir o trabalho da banda.
O disco também marca a estréia dos teclados de James Dewees, deixando o som da banda ainda mais interessante que no disco anterior, Four Minute Mile. Essa inclusão afastou alguns fãs, por acharem que estava saindo do contexto Do-It-Yourself.

Something to Write Home About, é um disco que serve para conhecer muito bem a banda, um resumo do que a banda fazia antes e ia começar se aprofundar nos discos seguintes. O disco começa com a agitada Holiday, talvez uma das melhores "faixa nº 1" de vários discos que ouvi. Action And Action talvez seja a música mais conhecida do disco, não só pelo seu vídeo, mas também por ser uma música poderosa, além de uma letra que é fácil de se identificar.
Quem nunca quis esfregar na cara de uma pessoa que só fez a outra de boba, que está muito melhor sem ela?

Valentine junto com I'll Catch You são as músicas mais românticas do disco, sem parecer bregas, palavras que sairiam da boca de qualquer ser que estivesse muito apaixonado. Curiosidade: Mark Hoppus (blink-182) pediu sua esposa em casamento sou som de I'll Catch You.
O que vale destacar do disco, é que são músicas com letras bem pessoais, mas não soam muito dramáticas, são sentimentos sendo expressados de uma forma poéticas sem parecer exageros. I'm a loner Dottie, a Rebel..., um dos pontos altos do disco, é um exemplo disso.

Ten Minutes, primeiro single do álbum, é uma das músicas que mostra o quanto foi bem aproveitada a entrada dos teclados a banda, talvez a banda não seria tão interessante de ouvir sem eles. Sem dúvida, uma das melhores músicas da banda.

Melhor que ler essa resenha é tirar suas próprias conclusões ouvindo o disco.
Com o Something to Write Home About, a Vagrant deixou de ser um pequeno selo, afinal o disco vendeu mais de 140 mil copias, e banda passou a ser considera a única e verdadeira banda Emo.
Talvez quando acabar de ouvir o disco alguem irá concordar com o Pete Wentz, porém nunca achará nos trabalhos do Fall Out Boy algo que lembre o The Get Up Kids, nessa hora a pessoa vai concordar com James Suptic.

Fontes:
Wikipedia
Tenho Mais Discos Que Amigos
G1

segunda-feira, agosto 31, 2009

#31 - Homem-Aranha salva Mickey Mouse de Oogie Boogie


Hoje, muitos fãs de Quadrinhos acordaram com uma noticia bombástica.

Walt Disney Company, empresa de entretenimento do Mickey Mouse, comprou a Marvel Ententaiment, Inc, empresa do Capitão America, por 4 bilhões de dólares. Ou seja, uma das mais famosas empresas produtora de filmes infantis se juntou com a mais famosa editora de histórias em quadrinhos. Melhor falando, Pato Donald, Jack Sparrow, Hulk e Wolverine são amiguinhos agora.

Em comunicado oficial a Disney disse que a compra foi parte de uma estratégia focada em "conteúdo de marcas de qualidade, inovação tecnológica e expansão internacional". Por enquanto, todos os contratos que a Marvel tinha com outras empresas, como a Paramount, Fox e Sony, continuam. Então, ainda veremos filmes dos Os Vingadores e outros. E John Lasseter, diretor criativo da empresa da Disney Animation, comentou que em encontro com executivos da Marvel, gostaram da ideia de haver possibilidade de trabalhos entre as duas empresas.

Ainda é cedo para falar o que veremos daqui para frente.
Mas olhando um pouco o passado da Disney, isso não me deixou muito contente. São empresas de publicos bem diferentes. Hoje, o público da Marvel começa a partir dos 15 ou 16 anos, tanto nos HQs até nos filmes que vem sendo produzidos, enquanto a empresa do Tio Patinhas ainda aposta muito no público infantil e seus pais.

Entendo parte da estratégia da Disney, a editora do Homem De Ferro é uma marca de qualidade e nos últimos anos, vem apostado em excelentes efeitos especiais para os transportar seus herois para as telonas, com até pensando em interligar os universos que foram criados para o cinema. Algo diferente, coisa que outras editorar como a DC Comics, nunca se arriscou, e dúvido que arriscará um dia.

Como fã, tenho medo que a Marvel acabe sendo infantilizada ou sendo deixada de lado em algum momento, ou que raramente dá um sopro de vida como as produções da Pixar. Ou que seja mais uma forma para Disney faturar lucro através de merchan, como foi a parceria com a Square Enix para fazer o Kingdom Hearts, apesar de ser um ótimo jogo, foi um caça-niquel. Espero que apesar da aquisição, a Marvel continue sendo a editora que ela sempre foi, que os diretores não abaixem a cabeça as ordens vindas de superiores e pensando mais nos seus leitores do que em lucros. Mas a principal preocupação de várias pessoas, é que a qualidade não caia, e que não misturem os personagens dos catalogos, algo como o Vertigo para a DC.

Posso estar enganado e falando besteira, mas esse é meu ponto de vista.
Vamos esperar e aguardar para ver.

Fonte: Omelete

terça-feira, agosto 25, 2009

#30 - Shaka Rock


Após três anos desde o lançamento do último disco (Shine On, 2006), Jet lançou no último dia 19, seu terceiro disco, Shaka Rock. E como o próprio nome diz, o álbum é mais voltado para o Rock do que as baladinhas que a banda costumava fazer nos seus trabalhos anteriores. O disco será lançado oficialmente no Brasil no dia 8 de Setembro.

A banda veio trabalhando no disco desde 2008, após a pausa da última tour. Nesse meio tempo, a banda regravou junto com Iggy Pop, uma nova versão para The Wild One, cover de Johnny O'keefe. Esse encontro vale muito ser ouvido, por que ficou mais Rock'n'roll que a versão que o avô do Punk já havia feito nos anos 80.

Shaka Rock era para ter sido lançado no final do ano passado, fizeram até um show secreto em Melbourne na Austrália, cidade de origem da banda, onde apresentou as novas músicas. Porém, por motivos desconhecidos, o trabalho só foi lançado esse mês.

Para quem conhece o trabalho do quarteto australiano, não estranhara em nada o disco. Abrindo com K.I.A. (Killed In Action), que no inicio lembra bastante Helter Skelter do The Beatles, já dá para ter uma noção do rockão básico e simples que virá pela frente. Lançado em Abril como um aperitivo no site da própria banda e chegou ao 5º lugar das músicas mais pedidas na Austrália.
She's A Genius, primeiro single oficial, tem um clipe bem diferente, com um personagem parecido com o Chewbacca do Star Wars andando de bicicleta cruzando com os integrantes da banda, mostra o som típico da banda, o guitar rock agitado e animado, lembrando os seus conterrâneos do AC/DC.

Seventeen
para mim é a música surpresa do disco, com pianos e guitarras muito bem harmônicos e com um refrão bem chiclete, parece que foi escrita para a voz do Nic Cester. Também pode se considerar o resumão de todas as fases da banda em apenas um som. Junto com Times Like This e Let Me Out, são as músicas que definem muito bem a ideia do disco.

La Di Da
, mostra novamente a influência de The Beatles ao som da banda, de uma forma mais moderna, e poderia ser um ótimo single, tem bem clima de rádio. O mesmo pode se dizer para Goodbye Hollywood me fez lembrar Oasis. Outra música que lembra os irmãos Gallaghers é She Holds a Grudge, que encerra o disco.

Talvez esse seja o ponto fraco do disco, muitas músicas fazem lembrar outras, do próprio Jet ou de outras bandas. Muitas vezes faz ter aquela sensação de "eu já ouvi isso", principalmente com The Beatles e outras bandas inglesas como o The Who.

Ou seja, ainda não foi nesse álbum que a banda conseguiu superar o sua própria estréia, Get Born. Afinal quem não lembra do baixo de Are You Gonna Be My Girl? Pelo menos foi essa música que me fez ir atrás da banda, Shaka Rock me fez continuar a gostar, mas poderia ser melhor.